5 de dez. de 2011

TAPETES KILIM

A tecelagem de tapetes é indubitavelmente uma das manifestações mais características da cultura e arte persas e remonta à antiga Persia.
O luxo, a que se associam os tapetes persas, forma um surpreendente contraste com sua modesta origem entre as tribos nòmades da Pérsia e parte da Ásia. O tapete era um bem necessário para proteger-se do inverno rigoroso. Posteriormente, converteu-se em um meio de expressão artística pela liberdade que possibilita principalmente a escolha de cores vivas e dos motivos empregados. Os segredos da tecelagem têm passado de geração em geração. Os artesãos utilizavam os insetos, as plantas, as raízes, as cascas e outros ingredientes como fonte de inspiração.
A partir do século XVI, a tecelagem de tapetes se desenvolveu até converter-se em arte.
Os tapetes persas podem ser divididos em três grupos: Farsh / 'Qālii' (para medida superior a 1,80x1,20 metro), Qālicheh (para medida igual ou menor a 1,80x1,20 metro), e tapetes nômades conhecidos por Kilim.
Kilim é uma palavra de origem turca, cujo significado é dupla face.
Os tapetes Kilim foram usados por nomades em muitas coisas funcionais, como: sacos de armazenamento, sacos de sal e grãos, cobertores, berços e nas suas tendas, para se proteger do frio e do calor.
A aparência do tapete Kilim e estrutura são o espelho da alma de quem o confeccionou.
Kilins são tecidos por mulheres há centenas de anos, fazendo com que eles atingissem uma perfeição em qualidade e harmonia em cores, caracterizados de acordo com sua região, assim recebendo seu segundo nome de acordo com a região e tribo, exemplo Kilim Turco, Kilim Senneh, Kilim Gasghay e outros.
Todos sabem que a Turquia é famosa (juntamente com o Irã, o Afeganistão, a Índia e o Paquistão) pela confecção artesanal dos mais lindos tapetes do mundo. Existem quatro tipos de tapetes que são classificados de acordo com o tipo de material em que são produzidos. São eles: seda sobre seda, lã sobre algodão, lã sobre lã e viscose sobre algodão. 
Não se sabe ao certo quando a arte de fabricar tapetes Turcos começou a ser desenvolvida pela humanidade, alguns cientistas acreditam que na era do paleolítico ( 7000 A. C). 
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21 de nov. de 2011

BUDA



Buda (DEVANAGARI) बुद्ध, transliterado Buddha, que significa Desperto, Iluminado, do radical  Budh-, "despertar") é um título dado na filosofia aqueles que despertaram plenamente para a verdadeira natureza dos fenômenos e se puseram a divulgar tal redescoberta aos demais seres. "A verdadeira natureza dos fenômenos", aqui, quer dizer o entendimento de que todos os fenômenos são impermanentes, insatisfatórios e impessoais. Tornando-se consciente dessas características da realidade, seria possível viver de maneira plena, livre dos condicionamentos mentais que causam a insatisfação, o descontentamento, o sofrimento.
Atualmente, as referências ao Buda referem-se em geral a Siddharta Gautama, mestre religioso e fundador do Budismo no século VI antes de Cristo. Ele seria, portanto, o último Buda de uma linhagem de antecessores cuja história perdeu-se no tempo. Conta a história que ele atingiu a iluminação durante uma meditação sob a árvore Bodhi, quando mudou seu nome para Buda, que quer dizer "iluminado". Para o Buda, a chave para a libertação é a pureza mental e a compreensão correta.
De acordo com a tradição Vishnuista (os adoradores de Vishnu), o Buda é considerado o nono avatar de Vishnu. A encarnação de Vishnu é mais antiga, nascida em Gaya, India e que data do terceiro milênio após o desaparecimento de Krishna, há mais de 5 mil anos. Segundo as escrituras seguidas pelos vishnuístas (Bhagavata Purana, Vishnu Purana), essa encarnação surgiu para eliminar a matança de animais durante os sacrifícios védicos e não ensinava a doutrina advaita como a do sábio Gautama, pregada por Siddharta, seguidor da linha filosófica de Gautama (daí o nome Siddharta Gautama) e que deu origem ao atual budismo.